quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

"O novo campus da Central Saint Martins"

O que os estilistas Alexander McQueen, John Galliano, Stella McCartney e Zac Posen tem em comum? Além do óbvio talento para desenvolver coleções incríveis, todos eles estudaram na escola londrina Central Saint Martins, que faz parte da University of the Arts e possui um extenso leque de cursos ligados a moda e design. Graças a esses nomes de peso – ainda podemos incluir na lista Christopher Kane, Paul Smith e Matthew Williamson – a fama da CSM alcançou o mundo todo, e hoje aspirantes a estilistas enxergam a possibilidade de estudar lá como um grande passo para o sucesso em suas carreiras.

Porém, apesar de toda a fama e renome, faltava um item importante para tornar a faculdade ainda mais bacana: um campus. Ou melhor, um campus que fizesse jus a qualidade dos cursos, que estimulasse a criatividade e interação dos alunos e proporcionasse aquela sensação de “não acredito que estudo aqui!”.

O escritório de arquitetura Stanton Williams foi então acionado, e o resultado é um prédio lindo e funcional que, depois de três anos de obras, foi inaugurado no último mês de agosto, a tempo do início do ano letivo no hemisfério norte. Localizada na região de King’s Cross, a faculdade é vizinha da estação de trem St. Pancras (aonde chegam e saem os trens que conectam Londres com Paris e Bruxelas) e faz parte de um projeto de revitalização imenso que está em andamento na área.

O complexo une pela primeira vez todas as atividades da Central St. Martins sob o mesmo teto, e novos estúdios também foram desenvolvidos para aprimorar a estrutura dos cursos: os alunos podem contar, entre outras coisas, com um teatro com capacidade para 350 pessoas e entrada separada, laboratório de joalheria, modelagem e corte; e estúdios de filmagem, edição, som e pós-produção. A verdadeira faculdade dos sonhos para a turma que quer ingressar na indústria criativa.

A base da construção foi o já existente Granary Building, construído em 1851 para servir como depósito de grãos, que, por ser um patrimônio tombado, precisou ser conservado e renovado. Ou seja, elementos da arquitetura contemporânea foram adaptados e pensados para conviver perfeitamente com o local histórico, e transformar um possível contraste gritante em um local harmônico e único, que coloca lado a lado o passado e o presente.

Para se ter ideia da grandiosidade do projeto, basta dar uma olhada em alguns números: 1,3 milhão de blocos de madeira, concreto suficiente para encher oito piscinas olímpicas, orçamento de 200 milhões de libras, 4.000 alunos e mil funcionários. Se a CSM já era exportadora de talentos antes, tudo indica que o futuro da faculdade é ainda mais brilhante.

Fonte: Vogue